Página Inicial
| avançada |
Coimbra EditoraLivrarias AssociadasDestaquesComo Comprar  

Registe-se

Email   Password
Homepage - Direito Biomédico

Secções Temáticas
   
DE MÃE PARA MÃE QUESTÕES LEGAIS E ÉTICAS SUSCITADAS PELA MATERNIDADE DE SUBSTITUIÇÃO

Autores: Vera Lúcia Raposo
Local de Edição: Coimbra
Editor: Coimbra Editora
Serie/Nº: Direito Biomédico - 10
ISBN 972-32-1345-1
Editado em: Setembro - 2005
198 págs.
0,3Kg
€ 16,96 € 15,26

INTRODUÇÃO


Pouco se escreveu sobre maternidade de substituição em Portugal, não só devido à raridade do fenómeno (não existe entre nós qualquer decisão judicial relativa a esta temática), mas também porque o direito biomédico é uma ciência ainda (e apesar da grande evolução que já conheceu) relativamente recente no nosso país.

Porém, dois reparos ao que acima ficou dito. Primeiro, a ausência de pronúncias judiciais não significa total inexistência do fenómeno. Significa apenas que a disputa, se é que existiu, não foi levada perante um tribunal. Depois, o direito biomédico tem sofrido grande evolução e aperfeiçoamento, mercê de alguns trabalhos de investigação sobre a matéria (…).

O trabalho começa por uma análise da maternidade de substituição enquanto fenómeno social, pela sua contextualização jurídica e pela análise dos conceitos envolvidos. De seguida, examina os argumentos que podem ser invocados para tomar uma qualquer posição, seja contra seja a favor. Tais argumentos são expostos mormente no contexto constitucional, ainda que se vá para além desse enfoque e se faça referência a argumentações provindas de outros ramos do direito, ou mesmo argumentos meramente sociais, filosóficos, ou inclusive morais (os menos relevantes, já que o tratamento jurídico de uma situação não se pode estribar em arrazoamentos moralistas).

Referem-se alguns casos célebres, discutem-se as mais controvertidas questões (como, por exemplo, a determinação legal da maternidade e da paternidade), apresentam-se várias hipóteses possíveis de tratamento jurídico (desde a proibição total até à mais ampla aceitação) para, finalmente, esboçar um projecto de regulamentação legal, susceptível de se resumir nestes termos:

i) Proibição da substituição dita onerosa;
ii) Aceitação (mas restrita e sob apertados requisitos) da substituição gratuita;
iii)Responsabilização da mãe de substituição pelas suas decisões;
iv)Adequada protecção das partes contratantes, tendo em vista o interesse primordial em jogo: o interesse da criança.

Longe de uma conclusão definitiva, o que se pretendeu foi levar a cabo algumas considerações sobre este fenómeno, esgrimindo argumentos contra e a favor, para finalizar com um projecto de regulamentação que se coadune com o ordenamento jurídico-constitucional português.

 

www.coimbraeditora.net
   
Powered by IBT Livraria Juridica. Todos os direitos reservados.